Repórter SUS | IBGE realiza até fevereiro Pesquisa Nacional de Saúde em mais de 100 mil domicílios

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Cerca de 1200 entrevistadores do IBGE iniciaram coleta de dados no último dia 26 de agosto.

Foto: Divulgação

2/09/2019

 

Levantamento, iniciado em 2013, deve percorrer mais de 2 mil municípios do Brasil para apresentar um diagnóstico da realidade local.

 

 

Por Ana Paula Evangelista, para Brasil de Fato (RJ)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começou no final do mês de agosto a coleta de dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019 (PNS).

Estão previstos 1.200 entrevistadores visitando mais de 108 mil domicílios do Brasil. Este é o segundo levantamento da PNS.

Raphael Mendonça Guimarães, professor pesquisador da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) explica a importância da iniciativa, realizada por primeira vez em 2013, em parceria com o Ministério da Saúde.

“Foi uma estratégia do Ministério da Saúde, inicialmente com parceria com o IBGE, para tentar fazer um grande diagnóstico situacional do Brasil. São 5.570 municípios e é muito difícil fazer um estudo adequado de um país desse tamanho”.

Com experiência na área de saúde pública, principalmente em demografia, epidemiologia, políticas públicas, desigualdade social e pobreza, Guimarães abordou na entrevista ao Repórter SUS, programa produzido em parceria com a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), que o levantamento contribui para obter informações para várias questões de saúde.

Nos anos de 1998, 2003 e 2008, o IBGE incluiu um suplemento de saúde na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). Segundo o pesquisador, os suplementos da Pnad incluíam questões das mais gerais até pontos mais focais, “o caso do tabagismo em 2008”. No início de 2010, após negociação, foi definida a retomada de uma pesquisa nacional de saúde, a cada cinco anos.

Retrato da saúde no Brasil

A primeira, realizada em 2013, possibilitou uma variedade de dados para a elaboração de muitas pesquisas, trazendo “diagnósticos bastante valiosos” a várias áreas da saúde.

A coordenação da pesquisa foi transferida do Ministério da Saúde para o IBGE, passando ao orçamento do ministério do Planejamento. Portanto, qualquer corte no orçamento da pasta pode atingir a pesquisa, que já deveria ter sido realizada no ano passado, conforme a previsão quinquenal.

“A gente já tem atraso de um ano e também não sabemos como vai ser esse ganho para o futuro, se eles [governo] vão manter para 2023 e manter um intervalo menor até a próxima ou se daqui para a frente irão atrasando ou até aumentando o intervalo entre elas”.

Segundo ele, o levantamento indica um retrato da saúde nos municípios, portanto os moradores dos domicílios selecionados para participar do levantamento serão informados com antecedência por carta enviada pelo IBGE e poderão entrar em contato com o instituto para verificar a veracidade da pesquisa e a identidade do entrevistador.

“É muito importante que as pessoas acolham os pesquisadores em casa para poder dar essas informações. A vida real do país a gente só conhece entrando na casa das pessoas. Quando se consegue ter acesso às pessoas e obter informações delas com qualidade, a gente consegue fazer um diagnóstico muito mais apurado sobre o que é a realidade local”.

A coleta de dados vai até fevereiro de 2020 e os primeiros resultados devem ser divulgados em 2021. As informações prestadas pela população são sigilosas e só serão computadas para fins estatísticos.


Edição: Cecília Figueiredo

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