Coluna | Médicos pelo Brasil não será aprovado como Bolsonaro propõe, diz ex-ministro

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Médicos estrangeiros, que não estavam na proposta inicial da proposta de Bolsonaro, já teve alterações no relatório.

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

20/09/2019

 

 

Provisão de médicos na periferia das grandes cidades e exame Revalida já foram incluídos no relatório de Comissão Mista que avaliou MP.

 

 

Por Alexandre Padilha*

Essa será uma semana decisiva do que poderá ser o futuro do Programa Médicos pelo Brasil, primeira iniciativa do governo Bolsonaro em relação à saúde.

Já ficou claro, nas audiências públicas e no movimento inicial do relator [senador Confúcio Moura (MDB-RO)], que a proposta original de Bolsonaro não vai ser aprovada em sua íntegra no Congresso Nacional.

Não é aceitável que as periferias das grandes cidades seja excluída da proposta, isso já foi mudado pelo relator. Não é aceitável hoje a situação do Revalida [Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira], que não é realizada desde 2017; também já ficou claro na proposta do relator.

Mas ainda há muitas discussões sobre a valorização da residência médica, a carreira médica que não está presente no relatório, sobre qual é a característica jurídica dessa agência [Agência para o Desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde – Adaps] que Bolsonaro quer criar e qual o papel dela em relação ao ente privado.

Então, esta será uma semana decisiva e o Congresso Nacional vai votar na Comissão Especial mudanças no Médicos pelo Brasil.

* Alexandre Padilha é médico infectologista, sanitarista, professor universitário e deputado federal (PT-SP). Foi ministro de Assuntos Institucionais do governo Lula, ex-ministro da Saúde (Governo Dilma) e ex-secretário de Saúde da Prefeitura de São Paulo.

Edição: Cecília Figueiredo

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