Queimadas “antecipam noite” e provocam problemas respiratórios em São Paulo

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O acúmulo de poluentes no ar, especialmente em períodos de seca, pode provocar irritação no nariz e inflamação dos brônquios Foto: Agência Brasil
21-08-2019

Crianças, idosos e pessoas que têm doenças crônicas do pulmão e do coração são as que mais sofrem, avalia Ubiratan de Paula Santos, integrante do setor de pneumologia do Instituto do Coração

 

Por Guilherme Henrique e Geisa Marques, do Saúde Popular e Brasil de Fato

 

Um fenômeno fez cidades do estado de São Paulo anoitecerem mais cedo na última segunda-feira (19). Além do efeito visual, essa nuvem de fumaça, que, segundo meteorologistas, decorre de queimadas e da poluição do ar, também pode trazer sérios riscos à saúde.

O acúmulo de poluentes no ar, especialmente em períodos de seca, pode provocar irritação no nariz e inflamação dos brônquios – sintomas que agravam doenças como bronquite e asma. Esta é a avaliação do médico Ubiratan de Paula Santos, membro da divisão de pneumologia do Instituto do Coração, em São Paulo.

Segundo ele, quem mais sofre com este tipo de problema são as crianças, os idosos e as pessoas que têm doenças crônicas do pulmão e do coração.

“Com o ar muito seco, a poluição permanece mais tempo no ar e atinge mais facilmente [essas pessoas]. Quando você tem uma umidade no ar, os poluentes absorvem água, as partículas ficam mais gordinhas, digamos assim, e caem mais no solo. [Elas] também têm mais dificuldade para entrar lá no fundo do pulmão. Então, a umidade baixa facilita a poluição provocar efeitos maiores [na saúde]”, avalia.

De acordo com o médico, “pessoas que possuem problemas crônicos e idosos devem evitar fazer exercício físico nesses momentos, nesses dias ou nessas horas que acontecem isso”. Ele explica que “quando você faz exercício, você respira mais vezes por minuto, puxa um volume maior de ar, para ter mais oxigênio, para os músculos contraírem e você conseguir andar, correr, andar de bicicleta … Se o ar está muito poluído, junto com o oxigênio, vêm os poluentes”, finaliza.

Confira a entrevista na íntegra aqui.

Edição: Tayguara Ribeiro

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