Cracolândia | Quem vive nos hotéis sociais do De Braços Abertos?

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Dentinho defende manutenção de programa em São Paulo.

Foto: CF

2/07/2019

 

“Às vezes estamos aqui só para nos encontrar”, conta Clayton Ferreira (Dentinho), que deixou as ruas ao ingressar em DBA

 

Por Cecília Figueiredo, do Saúde Popular

Dos sete hotéis sociais, serviços públicos de acolhimento criados durante a gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) no contexto da política de Redução de Danos para quem faz uso abusivo de álcool e outras drogas, seguem ainda abertos no centro de São Paulo apenas as unidades Zezinho 1 e o Zezinho 2, na Santa Efigênia, região da Cracolândia, em São Paulo.

Os dois hotéis, que abrigam em torno de 50 pessoas em situação de vulnerabilidade social, beneficiárias do Programa De Braços Abertos (DBA), seguem funcionando por força da Justiça, que em 30 de maio de 2019 suspendeu o fechamento pretendido pelo prefeito Bruno Covas (PSDB).

A ação de desmonte do De Braços Abertos vem ocorrendo seguidamente desde o início da gestão do PSDB na cidade de São Paulo. Em 2018, o então prefeito João Doria (PSDB) desmontou o Programa Operação Trabalho (POT) e fechou três dos sete hotéis. O Santa Maria, o Parque Dom Pedro e o Impacto hospedavam juntos mais de 200 pessoas. Como resultado dessa ação, a maior parte dos beneficiários retornaram para as ruas.

A editora do Saúde Popular e Brasil de Fato conversou com Clayton Ferreira, o Dentinho, um dos beneficiários do DBA e morador de um dos poucos hotéis sociais que restaram no centro de São Paulo, no vídeo que você assiste abaixo:

 

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