Coluna | Para levar médico à população é preciso investimento

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Estudos da FGV revelam que o Mais Médicos aumentou em 16% o número de médicos nas unidades básicas de saúde, também cresceram 7% as consultas e 19% os exames de pré-natal.

Foto: Reprodução TVT

26/07/2019

 

 

 

“Governo preferiu direcionar mais de R$ 1 bi em emendas para aprovar Previdência e população ficar sem médicos”.

 

 

Por Alexandre Padilha*

Mais uma vez o governo Bolsonaro mostra que não sabe, não tem a menor ideia, a menor garantia do que fazer com os quase 30 milhões de brasileiros que perderam o atendimento contínuo que recebiam de um profissional do Mais Médicos.

Desde dezembro do ano passado, o governo Bolsonaro faz muito discurso e leva pouco médico ao povo brasileiro.

Aliás, esse é o governo do menos médicos, menos remédios, menos cuidado e que mostra um enorme desconhecimento do papel da Atenção Primária em Saúde, de garantir um atendimento médico próximo onde a pessoa vive, na comunidade, com a visão integral. Desconhece, sobretudo, o que significou a redução de custos para o SUS esse programa.

Estudos feitos pela Fundação Getúlio Vargas e pelas universidades federais revelam que o Mais Médicos não só cuidou melhor das pessoas, mas economizou gastos com o Sistema Único de Saúde (SUS), porque reduziu a necessidade de internações hospitalares por doenças tratadas na atenção básica em saúde.

Só não investe em saúde quem não faz nada. O governo Bolsonaro até agora não gastou porque não fez nada.

Para levar médico ao povo brasileiro é preciso investir recursos. No entanto, o governo preferiu direcionar mais de 1 bilhão de reais para emendas parlamentares para aprovar a reforma da Previdência e a população ficar sem médicos.

* Alexandre Padilha é médico infectologista, sanitarista, professor universitário e deputado federal eleito (PT-SP). Foi ministro de Assuntos Institucionais do governo Lula, ministro da Saúde do governo Dilma e secretário de Saúde da Prefeitura de São Paulo.

Edição: Cecília Figueiredo

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