Coluna | Mais um ataque de Bolsonaro à saúde da população brasileira

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Suspensão pode atingir pessoas que dependam de insulina, remédios para o tratamento do câncer e para transplante, entre outros distribuídos no SUS.

Foto: Reprodução Internet

19/07/2019

 

Suspensão dos contratos para a produção de medicamentos põe em risco o abastecimento, a soberania nacional e o emprego.

 

 

 

Por Alexandre Padilha*

O ataque do governo Bolsonaro aos laboratórios públicos suspendendo o repasse de recursos para projetos que já estavam contratados para produção dezenas de medicamentos, entre eles insulina para diabéticos e medicamentos modernos para o tratamento de câncer e vacina, como a tetraviral, produtos que passaram a ser produzidos no Brasil, é um ataque, em primeiro lugar, à saúde da população brasileira.

Coloca em risco, de forma muito clara, o abastecimento desses medicamentos. Pessoas que usam insulina e podem sofrer a interrupção do seu fornecimento nas unidades de saúde, pessoas que passaram a ter acesso aos medicamentos de tratamento de câncer, podem ter a interrupção no tratamento.

Quando se quebra o contrato com um laboratório público, se perde a possibilidade da sustentabilidade, da garantia da soberania nacional em relação à produção desses medicamentos. Isso não é pouca coisa.

Muitas vezes, a indústria internacional que detém essa patente pode optar por reduzir sua expansão de mercado. Isso pode levar à suspensão da oferta desses medicamentos, ou ao aumento do monopólio de algumas indústrias internacionais, como já acontecia em relação à insulina no Brasil.

Essa medida também afeta empregos. Ao desmontar os laboratórios públicos, acabam suas parcerias também com indústrias nacionais privadas e internacionais que atuam no país. Reduz o parque industrial, demite pessoas, quebrando uma cadeia até então geradora de empregos, de inovação tecnológica e de conhecimento no Brasil.

É mais um ataque de Bolsonaro ao povo brasileiro!

 

* Alexandre Padilha é médico infectologista, sanitarista, professor universitário e deputado federal eleito (PT-SP). Foi ministro de Assuntos Institucionais do governo Lula, ministro da Saúde do governo Dilma e secretário de Saúde da Prefeitura de São Paulo.

 

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