Coluna | Lutar, resistir e derrotar a reforma da Previdência

Facebooktwitter

Foto: Divulgação

12/07/2019

 

 

Deputado quer impedir votação no 1º semestre, para ampliar o entendimento sobre os impactos da PEC e derrotar a proposta.

 

 

Por Alexandre Padilha*

Estamos fazendo a disputa da resistência para que os danos gravíssimos da Proposta de Emenda Constitucional [PEC 6/19] de reforma da Previdência, do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), não sejam aprovados neste primeiro semestre, tanto no 1º quanto no 2º turno.

Desde o começo do ano, estamos buscando provar com dados, informações, estudos e análises técnicas, a crueldade que há na proposta do governo Bolsonaro e do ministro Paulo Guedes (Economia) em relação à Previdência.

Também desde o início do ano, há um esforço, no Congresso Nacional e nas ruas, para retirar da proposta essa ideia da capitalização, retirar as ameças ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), os ataques aos trabalhadores e trabalhadoras rurais.

Ainda na votação do 1º turno, conseguimos retirar os ataques às mulheres no que se refere à licença-maternidade e na exigência de que teriam que ter 21 anos de contribuição mínima. Da mesma forma, conseguimos derrubar os ataques à aposentadoria dos homens, reduzindo de 20 anos para 15 anos o período de contribuição mínima ao INSS.

Seguimos na luta prioritária para garantir uma aposentadoria especial para professoras e professores. Há também a disposição de manter a atitude de obstrução na Câmara para que não se conclua as votações de primeiro e segundo turnos da Proposta de Emenda à Constituição da reforma da Previdência, neste semestre.

Estamos trabalhando até o fim para prorrogar ao segundo semestre essa decisão e, assim, permitir uma mobilização da sociedade, para ampliar o entendimento sobre o impacto dessa mudança constitucional.  Para fortalecer a mobilização no movimento sindical e derrotarmos essa proposta no segundo turno, quando a votação da PEC for retomada no segundo semestre do ano.

Alexandre Padilha é médico infectologista, sanitarista, professor universitário e deputado federal eleito (PT-SP). Foi ministro de Assuntos Institucionais do governo Lula, ministro da Saúde do governo Dilma e secretário de Saúde da Prefeitura de São Paulo.

Edição: Cecília Figueiredo

Facebooktwitter

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

São bem-vindas declarações que se proponham ao diálogo, defendam posições, que exponham ideias, dúvidas, sugestões e críticas. Não serão aceitos comentários sexistas, xenófobas, racistas, homofóbicas ou que contrariem princípios dos direitos humanos. A moderação também irá filtrar a comentários que incorram em crimes de ódio, incitação à violência e calúnia. Textos com propaganda comercial serão excluídos.