Tuberculose causa uma em cada três mortes relacionadas à Aids no mundo

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Apesar de ter sido reduzida pela metade, mortes entre as pessoas que vivem com HIV tem aumentado em alguns países. 

Foto: Opas

10/06/2019

 

Infecção causa o maior número de mortes em todo o mundo e é a principal causa de morte entre as pessoas com HIV.

 

 

 

Por Redação*

Tuberculose é uma doença prevenível e curável, no entanto segue como a responsável por tirar mais de de 4,4 mil vidas por dia.

É em nossos dias a infecção que causa o maior número de mortes em todo o mundo e a principal causa de morte entre as pessoas que vivem com HIV, causando uma em cada três mortes relacionadas à AIDS.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), apesar dos avanços ― as mortes relacionadas à tuberculose entre as pessoas que vivem com HIV, que chegou a 600 mil em 2005, caiu para 300 mil em 2017.

Os países comprometeram-se, na Declaração Política de 2016 da ONU sobre o Fim da AIDS, em reduzir 75% das mortes por tuberculose entre as pessoas vivendo com HIV até 2020.

Até 2017, cinco países de baixa ou média renda alcançaram ou superaram essa meta ― outros 18 países reduziram as mortes por tuberculose entre pessoas que vivem com HIV em mais de 50% e estão no caminho para alcançar a meta até ao final de 2020, desde que a ampliação dos serviços seja mantida.

Apesar disso, as estimativas também mostram que a maioria dos países não está no caminho certo e que as mortes estão aumentando em algumas regiões e países.

Cenário brasileiro

O Brasil, por sua vez, referência nas políticas públicas para tratamento de HIV/Aids até recentemente, determinou por meio do Decreto 9.795, de 17 de maio de 2019, a supressão do termo “Aids” na nomenclatura do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), do HIV/Aids. O nome passa a ser “Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis”.

Entidades da sociedade civil reagiram com críticas e entendem a decisão do governo Jair Bolsonaro (PSL) como o fim do Programa de Aids.

O Ministério da Saúde minimizou as preocupações e frisou, por meio de nota, que “a estratégia de resposta brasileira ao HIV não será prejudicada com a reestruturação da Secretaria de Vigilância em Saúde”. Segundo a pasta, as alterações tendem à implementação de “ações mais efetivas, eficientes e contemporâneas e está sendo realizada de forma a priorizar ações de assistência à saúde da população por meio das melhores evidências científicas e da incorporação das tecnologias que trazem benefício à população, sempre visando tornar mais eficaz o gasto público”.

 

Edição: Cecília Figueiredo

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