Greve Geral | Trabalhadores da saúde param contra a reforma da Previdência

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Foto: Arquivo Saúde Popular

13/06/2019

 

 

Entidades sindicais vão aproveitar a greve geral para dialogar com a população sobre os ataques ao SUS.

 

Por Redação*

Trabalhadores da saúde que atuam em unidades básicas de saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimento (UPA), hospitais e outros serviços vão paralisar as atividades na greve geral contra a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro, nesta sexta-feira (14). Apenas serviços de urgência e emergência vão funcionar nos hospitais e prontos atendimentos.

As direções do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep), que reúne outros segmentos da gestão municipal, e o Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde do Estado de São Paulo (SindSaúde-SP) esclarecem que orientam os trabalhadores da saúde a se organizarem para manter uma escala com 30% dos profissionais.

No serviço público de saúde, as regras propostas penalizarão principalmente as mulheres, segundo as entidades sindicais, que teriam de trabalhar sete anos a mais do que é determinado atualmente e só terão direito a 60% do valor do benefício. As mulheres também terão que contribuir por 40 anos, para conquistar o direito à aposentadoria integral.

“A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019 prejudicará a população mais pobre, os trabalhadores, as mulheres, professores, trabalhadores rurais e os que recebem benefício assistencial. A reforma tem por objetivo acabar com a aposentadoria, aumentando a idade para homens e mulheres, além de diminuir e congelar o valor dos benefícios. Ao trabalhador está imposta a conta que não é dele”, declara a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde.

Para a CNTS é fundamental e urgente a unidade dos movimentos sindical e social para mobilizar o Congresso Nacional a alterar a proposta do governo Bolsonaro.

O Fórum Sindical dos Trabalhadores analisa a proposta como abusiva. “Beneficia apenas o mercado financeiro. Uma afronta ao povo brasileiro”. Os trabalhadores pretendem aproveitar a paralisação para dialogar com a população sobre os ataques ao Sistema Único de Saúde (SUS).

* Com informações SindSaúde e Sindsep

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