MPF recomenda ao Ministério da Saúde atuar contra a violência obstétrica em vez de proibir uso do termo

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Pesquisa “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, de 2010 da FPA, revela que uma em cada quatro sofreu algum tipo de violência no parto. 

Foto: Telmah Hamlet/Flickr 

11/06/2019

 

Ministério da Saúde reconheceu o direito das mulheres para representar experiências de maus tratos à parturiente.

 

Por MPF

Após recomendação expedida pelo Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, o Ministério da Saúde (MS) reconheceu o direito legítimo das mulheres a usar o termo violência obstétrica, para representar experiências vivenciadas durante o parto e nascimento que configurem maus tratos, desrespeito e abusos à parturiente.

O órgão governamental informou, ainda, que vem adotando medidas para reduzir o número de ocorrências de situações de atendimento inadequado, para que haja um avanço na qualidade da atenção obstétrica e neonatal, incluindo o respeito à autonomia das mulheres, o acolhimento e o cuidado seguro e humanizado.

Segundo o Ministério da Saúde, os abusos e maus tratos durante o parto em instituições de saúde afetam os direitos das mulheres ao cuidado respeitoso, além de ameaçar o direito à vida, à saúde, à integridade física e à não discriminação.

 

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