Ministro diz que governo tentará resolver situação de médicos cubanos; mas não define prazo

Facebooktwitter

Cerca de 1800 médicos cubanos permanecem no Brasil sem poder exercer a profissão.

Foto: Karina Zambrana/ RJ

21/06/2019

 

 

“São as sequelas de uma negociação que a gente não deveria ter feito”, disse o ministro à Radiogência Câmara.

 

 

Por Redação*

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que o Executivo vai encaminhar ao Congresso uma proposta sobre o Programa Mais Médicos que tentará resolver a situação dos profissionais cubanos que ficaram no Brasil.

Em 14 de novembro de 2018, o governo cubano anunciou sua retirada do Programa Mais Médicos após declarações “ameaçadoras e depreciativas” do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

“De repente Cuba falou ‘não quero mais, perdi o interesse no negócio’, e agora nós temos 1.800 médicos que estava no programa e viraram vítimas, porque tinham visto de trabalho específico, eles não têm documentação e não podem pedir a Cuba, estão dentro do País numa situação alguns de exilado, outros de refugiado e outros pedindo nacionalização. São as sequelas de uma negociação que a gente não deveria ter feito, exatamente para não negociar pessoas, pessoas não são coisas”, destacou à Radioagência Câmara.

O ministro da Saúde participou de audiência pública realizada, em 19 de junho, pela Comissão Mista de Orçamento e pelas comissões de Seguridade Social, da Câmara, e de Assuntos Sociais, do Senado. Durante o debate, ele apresentou dados sobre a execução orçamentária da saúde e pediu que, para o próximo ano, os parlamentares tentem reforçar as verbas para os atendimentos de média e alta complexidade na rede pública.

Durante o debate, Mandetta disse que a distribuição de medicamentos de alto custo está regularizada. O ministro falou ainda sobre a retomada de obras inacabadas de Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e defendeu a aprovação de proposta que torna lei o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Universidades Estrangeiras, o Revalida.

* Com informações da Radiogência Câmara

Facebooktwitter

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

São bem-vindas declarações que se proponham ao diálogo, defendam posições, que exponham ideias, dúvidas, sugestões e críticas. Não serão aceitos comentários sexistas, xenófobas, racistas, homofóbicas ou que contrariem princípios dos direitos humanos. A moderação também irá filtrar a comentários que incorram em crimes de ódio, incitação à violência e calúnia. Textos com propaganda comercial serão excluídos.