Coluna | Mais Médicos do Nordeste é golaço para a saúde

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Governadores do Nordeste em Brasília, no final de 2018, pediram continuidade do programa Mais Médicos ao presidente Jair Bolsonaro.

Foto: Reprodução Twitter

28/06/2019

 

 

Consórcio dos governadores do NE deve acelerar governo Bolsonaro a adotar solução às 7 mil vagas médicas não ocupadas.

 

 

 

Por Alexandre Padilha*

Uma das novidades da semana foi o anúncio dos governadores do Nordeste de criar o programa “Mais Médicos do Nordeste”. Isso é um sinal claro de que os estados e municípios cansaram, cansaram de esperar qual é a solução efetiva que o governo Bolsonaro vai dar para 7 mil vagas não ocupadas no Programa Mais Médicos.

Desde dezembro, após a saída dos médicos cubanos, nós sempre avisamos que não teríamos reposição em quantidade e nem qualidade suficientes.

Não é apenas os governadores do Nordeste que optaram por essa iniciativa, a cidade de Campinas (SP) criou o seu “Mais Médicos Campineiro“, Fortaleza (CE) está debatendo o seu “Mais Médicos Fortaleza”, um conjunto de cidades do país está formando, buscando iniciativas. A cidade de São Paulo, governada pelo PSDB, está tentando garantir que permaneçam os profissionais do Mais Médicos contratados durante a gestão do prefeito Fernando Haddad (2013-2016).

Agora o “Mais Médicos do Nordeste” vive uma grande novidade, por meio de um consórcio dos governadores da região que está buscando fazer parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), instituição que já realiza parcerias bilaterais.

Isso é uma forma estruturante de cuidar da Atenção Primária à Saúde na região menos desenvolvida do nosso país e que tanto necessita da Estratégia Saúde da Família.

Golaço a iniciativa dos governadores do Nordeste e que, certamente, vai pressionar o governo Federal a acelerar a apresentação de medidas em relação à destruição do Mais Médicos pelo governo Bolsonaro.

 

* Alexandre Padilha é médico infectologista, sanitarista, professor universitário e deputado federal eleito (PT-SP). Foi ministro de Assuntos Institucionais do governo Lula, ministro da Saúde do governo Dilma e secretário de Saúde da Prefeitura de São Paulo.

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