Unaids e fundação promovem pesquisa global sobre qualidade de vida da população LGBTI

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Foto: Mídia Ninja (CC)

 

Disponível em português e outros 16 idiomas, o levantamento é pioneiro e visa lançar luz sobre os desafios vividos pela população LGBTI.

 

 

 

Por Redação*

Um levantamento inédito do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a Fundação Global LGBT pretende lançar luz sobre os desafios vividos pela população LGBTI, incluindo a discriminação nos serviços sociais e de saúde. A pesquisa online, disponível em português e em mais de outros 16 idiomas, abrange  questões relacionadas à felicidade, à vida sexual e à qualidade de vida de lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e intersexo.

De acordo com a chefe interina do UNAIDS, Gunilla Carlsson, a ideia da pesquisa é entender como a forma discriminatória com que a população LGBTI é tratada em serviços de educação, saúde, no trabalho e em contextos sociais afeta o seu bem-estar mental.

A partir da análise de variáveis econômicas, socioecológicas, homofóbicas, a especialista acredita que será possível fazer a defesa “mais firme de mudanças significativas para melhorar as suas vidas”.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a população LGBTI está mais exposta ao risco de infecção por HIV, que é 27 vezes mais alto entre homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, na comparação com a população em geral. Entre pessoas trans, o índice é 13 vezes maior.

Entretanto, muitos gays, pessoas trans e homens que fazem sexo com homens evitam procurar serviços de saúde, por medo de estigma e discriminação.

Embora já existam pesquisas que avaliem o bem-estar das pessoas LGBTI, poucas análises voltam-se para o bem-estar mental dessa população. Também faltam dados sobre essa população na África, Ásia e América Latina — lacunas que a pesquisa espera preencher.

Levantamento disponível nas redes

O levantamento já foi distribuído pelas redes sociais para mais de 25 milhões de pessoas em todo o mundo. É possível participar até 31 de julho próximo. A iniciativa garante o anonimato dos que responderem ao questionário.

Desenvolvida em colaboração com a Universidade de Aix-Marseille e a Universidade do Minnesota e concebida em colaboração com representantes da comunidade LGBTI, incluindo pessoas que vivem com HIV. Para garantir os mais altos padrões em relação à privacidade e à proteção de dados pessoais, o levantamento está em conformidade com a Regulação Geral de Proteção de Dados.

Para assegurar e preservar o anonimato, o acesso é feito por um link protegido, que cria um link criptografado entre o servidor e o navegador. O protocolo de pesquisa para o levantamento foi aprovado pelo Conselho de Pesquisa em Ética da Universidade de Aix-Marseille e pelo Comitê de Revisão de Ética em Pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para participar do estudo, acesse: https://www.research.net/r/LGBTHappinessResearch

* Com informações da ONU BR

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