São Paulo tem o primeiro caso de infecção de sarampo da cidade, após 4 anos

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Os postos de saúde, segundo SMS, dispõem da vacina; além de crianças, adultos que não se vacinaram ou que não têm certeza da imunização podem procurar uma unidade de saúde.

Foto: Agência Brasil

15/05/2019

 

 

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, não havia circulação do vírus da doença na cidade desde 2015; 92 suspeitas seguem em investigação

 

Por Redação*

A cidade de São Paulo já tem a confirmação do primeiro caso autóctone (original da cidade) de sarampo em quatro anos. De acordo com a Prefeitura de São Paulo, não havia circulação do vírus da doença na cidade desde 2015. Com isso, a Secretaria Municipal de Saúde confirma oito casos na capital paulista, quatro dos quais importados (segundo a SMS). Outras 92 notificações seguem em investigação.

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A confirmação do caso de infecção na cidade (autóctone) indica que o vírus estaria circulando na cidade, conforme documento publicado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria Estadual da Saúde na última semana e confirmado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) na última segunda-feira (12).

De acordo com matéria publicada nesta quarta-feira (15) no jornal O Estado de SP, o paciente é um professor universitário de 48 anos, que foi hospitalizado mas que “evolui para cura”. Já os quatro novos casos importados da doença também confirmados nesta semana ocorreram todos na mesma família. Os pacientes, com idades entre 12 e 42 anos, moram na mesma casa que o doente infectado em Israel.

Embora a transmissão intrafamiliar tenha ocorrido dentro de São Paulo, a secretaria informou que, pelos critérios epidemiológicos do Ministério da Saúde, os casos foram considerados importados por estarem relacionados a uma infecção importada localizada (a de Israel).

Ainda de acordo com a reportagem, documento do CVE informa que tanto o caso autóctone quanto os importados as pessoas não eram vacinadas contra o sarampo.

Foram confirmados também 20 registros em Santos, na Baixada Santista, todas decorrentes de um surto que atingiu o navio MSC Seaview em fevereiro. Do total de vítimas no cruzeiro, 17 eram tripulantes, dois eram passageiros e um era profissional de saúde. Todos passam bem.

Providências

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo informou ao jornal que, sempre que identificados casos suspeitos, a vigilância epidemiológica desenvolve ações de vacinação no entorno do local de notificação para evitar o contágio, mesmo antes de receber os resultados dos exames conclusivos.

De acordo com a reportagem, Rosa Maria Dias Nakazaki, diretora da divisão de vigilância epidemiológica da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) da SMS, informa que 20 mil pessoas foram vacinadas nas ações de bloqueio realizadas a partir dos oito casos confirmados na cidade.

Os postos de saúde, conforme a SMS informa na matéria, dispõem da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. A vacina deve ser tomada em duas doses, aos 12 e 15 meses de idade. Adultos que não se vacinaram ou que não têm certeza da imunização quando crianças podem procurar uma unidade de saúde, orienta a coordenadora.

* Com informações de O Estado de SP

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