Prefeitura não renova contrato e 200 mil paulistanos podem ficar sem médico

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Por Juca Guimarães

 

A continuidade do programa está ameaçada na capital paulista porque os contratos dos médicos, que vencem entre o próximo mês e setembro, não foram renovados ainda. Cerca 200 mil paulistanos poderão ficar com o atendimento médico comprometido sem a renovação desses contratos.

Uma boa parte dos médicos que estão perto do vencimento do contrato trabalham em postos de saúde que ficam na periferia da capital.

De acordo com o sindicato dos médicos, os contratos deveriam ser renovados por mais três anos, no entanto, até o momento não houve nenhuma mobilização do prefeito Bruno Covas (PSDB).

“Nós fazemos 32 consultas por dias mais as consultas de acolhimento de das queixas agudas, como lombalgia, que são encaixadas nessas agendas. O programa Mais Médicos prevê o atendimento desde o pré-Natal até a idade adulta”, disse a médica Eline Ethel, uma das médicas que está há três anos no programa e ainda não teve o contrato renovado pela Prefeitura.

O secretário municipal de Saúde Edson Aparecido dos Santos conversou com os médicos e disse que todos os esforços para a renovação dos contratos estão sendo feitos, no entanto a Prefeitura depende de uma confirmação do Ministério da Saúde sobre o caso.

O governo federal editou uma portaria que altera os critérios do quadro de vulnerabilidade para o programa. Segundo os novos parâmetros, a cidade de São Paulo ficaria fora do programa.

Por outro lado, os contratos do Mais Médicos, de acordo com o edital de lançamento do programa, prevê a renovação automática após o terceiro ano.

“A gente está falando de pessoas que trabalham em redes altamente vulneráveis, que é a periferia, onde os médicos não se vinculam à unidade básica, à comunidade, diferentemente de nós que estamos lá há quase três anos”, disse Eline.

A reportagem entrou em contato com o Ministério da Saúde para questionar sobre a portaria que impede a renovação dos contratos, mas a pasta não respondeu.

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