Quem cuida dos profissionais que cuidam?

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Imagem: divulgação
15/3/2019

 

 

Grupo se reúne mensalmente para acolher profissionais que acolhem pessoas em sofrimento pelas crises econômica e política

 

Por Dani Stefano, do Saúde Popular

A crise econômica e política impactam diretamente nas populações.  Apoiar profissionais da saúde que lidam com estes sofrimentos é um dos objetivos dos encontros do programa “Crise e Sofrimento”. “Se você corta 300 mil bolsas famílias, são 300 mil famílias que não vão comer. Fora isso, há o desemprego, famílias com a eletricidade cortada. Então, a ideia é identificar que existe sofrimento, existe crise e que estas coisas estão relacionadas”, explica Raul Araújo, psicanalista e organizador do evento.

Entre os participantes, estão profissionais que atuam em Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) e em outros locais, como o projeto Meninos e Meninas de Rua, de São Bernardo do Campo, e que oferecem atendimento em grupo para comunidades; escutam o sofrimento de públicos específicos, como jovens e adolescentes, e que também precisam ser ouvidos para terem o apoio necessário para dar sequência a seus trabalhos.

O grupo Crise e Sofrimento, que se reúne desde julho do ano passado, surgiu da demanda dos próprios profissionais. Os encontros vêm acontecendo em período integral, no segundo sábado do mês, geralmente na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

“Fazemos um trabalho de reverberação, escutando casos de crise e sofrimento, como momento de pensar a população, como lidar com o sofrimento e também para tirar o impacto da escuta da violência para um único profissional. Identificamos o sofrimento e procuramos fazer com que essa dor tenha um lugar de acolhida, recepção e cuidado”, explica Araújo.

Os encontros são divididos em dois momentos. As escutas ocorrem na parte da manhã; os profissionais que lidam com os sofrimentos das pessoas, que escutam, podem falar e se sentirem apoiados; na parte da tarde, os encontros são formativos e abertos para o público em geral, e contam também com a participação de especialistas internacionais, haja vista que o fenômeno é global.

“A programação dos encontros traz a discussão sobre crise, sofrimento, violência, que são o fenômeno, e o queremos tratar com escuta e justiça. Também olhamos para os processos de escuta da violência internacionalmente, levando em conta questões como globalização, imperialismo e intervenção dos Estados Unidos”, explica o organizador.

Palavra e Violência

A palavra que antecipa o ato, a palavra que incita o ato, a palavra que produz cenas violentas. Palavra e Violência é o tema do encontro deste sábado (16) dentro do programa Crise e Sofrimento. As psicanalistas Maria Rita Kehl e Teresinha Natal Meireles do Prado conduzem esta reflexão, aberta para o público em geral, mas em especial aos profissionais da Saúde.

Serviço

Palavra e Violência

16/03 – Sábado

A partir das 9h

Quadra do Sindicato dos Bancários – Rua Tabatinguera, 196 – Sé – SP.

 

14/04 – Domingo

Grupo Operativo e Violência

Inscrições podem ser feitas pelo email: [email protected]

Confira  programação completa: 

 

Edição: Cecília Figueiredo

 

 

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