Coluna | Brasil perde o certificado internacional de país livre do sarampo

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Não há remédio específico para o sarampo, por isso a importância da vacinação.

Foto: Agência Brasil

22/03/2019

 

 

“Isso é gravíssimo e decorre da quebra da cobertura vacinal, que chegou a cerca de 80% no governo Temer”, diz Padilha

 

Por Alexandre Padilha*

Estou aqui numa viagem internacional no México, numa representação de parlamentares da América Latina e recebi a notícia de que o Brasil perdeu o certificado internacional de país livre do sarampo.

Isso é gravíssimo e decorre da quebra da cobertura vacinal, que chegou a cerca de 80% no governo Temer e, agora, voltou a ter casos dentro do Brasil por conta disso. No período em que estive no Ministério da Saúde, o Brasil atingiu 100% de vacinação contra o sarampo e fomos reconhecidos internacionalmente.

Às vezes, o sarampo começa como se fosse uma gripe. A criança ou o adulto começa com febre, nariz meio entupido, garganta pode doer e logo depois aparecem lesões na pele que são muito características.

Não tem tratamento específico para o sarampo. Depois de contraída, a pessoa fica imune pra vida inteira.

Mas é preciso ter muito cuidado, sobretudo crianças, porque uma vez com sarampo pode aumentar o risco de pneumonia, otite, infecção bacteriana na garganta e isso se agravar e ter até situações de óbito por sarampo.

É muito importante que se garanta a vacinação desde criança.

Alexandre Padilha é médico infectologista, sanitarista, professor universitário e deputado federal eleito (PT-SP). Foi ministro de Assuntos Institucionais do governo Lula, ministro da Saúde do governo Dilma e secretário de Saúde da Prefeitura de São Paulo.

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