Indígena prova eficácia de plantas medicinais em TCC de Enfermagem

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Foto: Reprodução Facebook

14/02/2019

 

 

Demétrio identificou 22 espécies de plantas medicinais, as formas de coleta e uso no tratamento da leishmaniose.

 

Por Redação*

Um amigo jornalista me indicou uma notícia das mais bacanas, que vou compartilhar aqui com vocês. Trata-se da formatura de Demétrio Amisipa Tiriyó em enfermagem, numa faculdade particular de Santana, cidade a 17 km de Macapá. Conforme noticia o site SelesNafes, a graduação veio a partir do trabalho de conclusão de curso (TCC) defendido a partir do conhecimento de seu povo para tratar a leishmaniose, a doença mais comum dentro da aldeia Urunai, onde Demétrio vive.

“Conhecimento e uso de plantas medicinais tradicionais no tratamento da Leishmaniose pelo povo Tiriyó, da Aldeia Urunai” é o título do TCC apresentado em língua portuguesa e também na língua materna do futuro enfermeiro, o tiriyó.

Comum nas florestas amazônicas, a leishmaniose é transmitida pelo “mosquito palha”, é uma doença infecciosa, porém não contagiosa. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos. Provoca feridas graves no corpo do paciente infectado.

“Meu estudo foi para buscar o nível de conhecimento dos moradores de minha aldeia sobre as plantas medicinais usadas no tratamento da doença e descrever como eram manipuladas”, disse Demétrio à reportagem.

Demétrio identificou 22 espécies de plantas medicinais, quatro delas ainda não devidamente catalogadas. O TCC descreveu, ainda, as formas de coleta, preparo e uso das espécies empregadas no tratamento da leishmaniose pela etnia tiriyó.

A conquista foi celebrada pela família, amigos e professores. “É uma forma de devolver para a minha aldeia algo real que vai fortalecer entre os mais jovens a importância de conhecer essas plantas e sua forma de uso”, disse  tiriyó.

O povo Tiriyó que vive no Brasil compartilha a faixa oeste do Parque Nacional Indígena de Tumucumaque (PIT), que abrange os municípios paraenses de Oriximiná, Almerim, Monte Alegre e Óbidos. No Suriname, onde vivem o maior número, os Tiriyó encontram-se nos rios Tapanahoni, Sipariweni e Paroemeu.

* Com informações do site SelesNafes e Projeto Voz da Amazônia

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