Crise no HU: Ministério Público convoca reunião para esta sexta-feira

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Fachada do Hospital Universitário da USP

Foto: Marcos Santos/USP

30/01/2019

População espera que MPE firme um ajustamento de conduta para restabelecer o atendimento do Hospital Universitário

 

 

Por Redação*

O Ministério Público do Estado de São Paulo convocou o reitor da Universidade de São Paulo, Vahan Agopyan, e o superintendente do Hospital Universitário (HU), o professor Luiz Eugênio Garcez Leme, para uma audiência nesta sexta-feira (1/02), às 14h. Moradores também foram convidados para a audiência.

De acordo com representantes do Coletivo Butantã na Luta, a expectativa é que a reunião resulte na assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) “que determine medidas emergenciais e outras, como a realização de novos concursos, para o restabelecimento do pleno funcionamento do hospital”.

Além de representantes do Coletivo Butantã na Luta, são esperados representantes da Associação dos Docentes da USP (Adusp), Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP, do Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp) e Associação dos Médicos Residentes (Amerusp).

Desmonte

O HU, referência de saúde para cerca de 500 mil pessoas da região do Butantã e, nacionalmente, na formação de qualidade para profissionais de inúmeras áreas de saúde, desde 2014, a instituição passou de 17 mil atendimentos por mês (2013) para 5 mil atualmente. Dos 8 Centros Cirúrgicos apenas 3 estão em operação. Dos 230 leitos apenas 150 estão ativados, mesmo assim com taxa de ocupação reduzida.

Nos últimos 18 meses, os moradores do Butantã e a comunidade da USP realizaram inúmeras ações atividades em favor da volta do pleno atendimento do HU. Apesar de contar com recursos aprovados, a USP não apresentou solução efetiva para a recuperação do HU, limitando-se a contratar estudos de diagnóstico do Hospital e constituir comissões internas.

recursos para resolver o problema e a falta de apresentação de soluções pela USP o seu Reitor poderá responder judicialmente por crime de improbidade administrativa.

Os organizadores informaram que moradores e trabalhadores deverão estar na porta do Ministério Público durante a realização da reunião, para pressionar por uma solução definitiva para a questão.

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