Caso suspeito de peste bubônica é investigado em São Gonçalo

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Bactéria responsável pela peste bubônica teria sido identificada em um exame preliminar feito pelo município.

Foto: Google Maps

11/01/2019

 

A direção do Hospital Municipal Luiz Palmier, onde a vítima está internada, confirmou a suspeita na última quinta-feira

 

Por Jéssica Antunes, da Agência Brasil

Depois de cerca de 30 anos sem registrar um caso de peste bubônica no estado, o Rio de Janeiro investiga uma suspeita da doença em São Gonçalo, no Grande Rio. A direção do Hospital Municipal Luiz Palmier, onde a vítima está internada, confirmou a suspeita na última quinta-feira (10).

Segundo comunicado divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo, o paciente não apresenta quadro clínico característico da doença. No entanto, a bactéria responsável pela peste bubônica foi identificada em um exame preliminar feito pelo município.

De acordo com a nota, o material colhido no exame foi encaminhado para reavaliação pelo Laboratório Central Noel Nutels (Lacen), do governo do estado, e também pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os resultados dos exames sairão nos próximos dias, segundo a Secretaria de Saúde de São Gonçalo.

O subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe, destaca que a peste bubônica tem um nível muito elevado de cura quando tratada precocemente. “Foi iniciado o protocolo de tratamento de peste, que não é nada complicado, é apenas o uso de antibiótico.”

Chieppe esclarece que não existe risco de alastramento ou epidemia. Segundo ele, essa é uma doença já controlada em todo o país. “A gente vai lidar com esse caso com muito cuidado. Pode ser só uma suspeita. A princípio o paciente não preenche os critérios de definição da peste”, afirma.

A peste bubônica, também conhecida como peste negra, é uma doença transmitida por meio de uma bactéria presente em roedores. A contaminação é feita por meio de pulgas que picam o animal infectado e depois os humanos. O último caso registrado no Brasil foi no estado do Ceará, em 2005.

*Estagiária sob supervisão de Vitor Abdala

 

Edição: Juliana Andrade

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