Facebooktwitter

 

 

 

Por Redação*

Após declarações ofensivas do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que levaram o governo de Cuba a chamar de volta mais de 8 mil médicos que atuavam no Brasil pelo programa Mais Médicos, o governo decidiu pedir ajuda aos cubanos. A pediatra Mayra Pinheiro, que atua na pasta da Saúde de Bolsonaro, enviou mensagens amigáveis aos cubanos que ficaram no Brasil orientando que preencham formulários e participem de cursos preparatórios para submetê-los a uma prova, o Revalida. Na mensagem, Mayra – que ficou famosa depois de uma foto sua hostilizando cubanos ganhar as redes e vai coordenar o programa que substituirá o Mais Médicos – chama os cubanos de “colegas” e “irmãos” e afirma que o programa continuará com outro nome: “Mais Saúde”.

Depois da fala desastrosa de Bolsonaro, o então presidente Michel Temer (MDB) publicou editais para tentar preencher as vagas. Entretanto, diversos locais ainda sofrem com a ausência dos profissionais.

adesão insuficiente em um primeiro edital fez com que o governo fizesse um segundo chamado. Prevendo buracos, o governo Bolsonaro – que chegou a dizer que iria “expulsar” os médicos cubanos – agora corre atrás dos profissionais que não voltaram para a ilha para tentar reintegrá-los ao programa.

Situação atual

Inicialmente, foram abertas 8.517 vagas. No primeiro edital, restaram ser preenchidas 2.448, ou 28% do total. No segundo chamado, foram abertas 2.549 vagas em 1.197 municípios e 34 regiões indígenas. 1.707 profissionais registraram interesse e eles devem se apresentar nos locais de trabalho a partir de hoje (7), até quinta-feira (10).

Após este período, haverá uma reavaliação de quantas vagas ainda restarão. Então, brasileiros formados no exterior poderão manifestar interesse e, por fim, será a vez dos estrangeiros. Nessa última etapa entrariam os cubanos interessados.

Facebooktwitter

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

São bem-vindas declarações que se proponham ao diálogo, defendam posições, que exponham ideias, dúvidas, sugestões e críticas. Não serão aceitos comentários sexistas, xenófobas, racistas, homofóbicas ou que contrariem princípios dos direitos humanos. A moderação também irá filtrar a comentários que incorram em crimes de ódio, incitação à violência e calúnia. Textos com propaganda comercial serão excluídos.