Coluna | A tragédia produzida na saúde de milhões de brasileiros

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Foto: Oswaldo Corneti/ Fotos Públicas

22/12/2018

 

 

Para deputado Alexandre Padilha, vagas sem preenchimento do Mais Médicos é fruto da irresponsabilidade do governo

 

Por Alexandre Padilha*

É uma tragédia para a vida humana de milhões de brasileiros o resultado da irresponsabilidade do presidente Bolsonaro em relação ao Programa Mais Médicos. Saiu o resultado oficial do Ministério da Saúde sobre as inscrições. Mais de 2.700 vagas não tiveram sequer o comparecimento de um profissional interessado. Cerca de 5.500 passam a estar no programa, mas nós vamos acompanhar, porque o histórico usual é metade desses profissionais deixar o programa no primeiro ano de atuação.

Vamos também acompanhar aqueles que permanecerem, como, de fato, vão atender à população, de segunda a sexta, e se estarão presentes no serviço de saúde. Vamos acompanhar se esses médicos não terão esquemas de plantão em outra cidade.

Gravíssima a situação nas áreas indígenas. Trezentas vagas não preenchidas nos distritos sanitários indígenas. Isso é gravíssimo. Da mesma forma é muito grave o que está ocorrendo no sertão do Nordeste, periferia das grandes cidades e na Amazônia brasileira.

O que é curioso nesse contexto é que aqueles que soltaram fogos, fizeram memes no dia da inscrição, quando divulgaram um grande número de inscritos – como já ocorria em editais anteriores -, agora estão quietinhos e quietinhas. Não comentam nada diante do fracasso da tentativa do presidente Bolsonaro querer provar que não era necessário os médicos e médicas de Cuba no programa federal.

Infelizmente, o Brasil perdeu fortemente em qualidade e também em quantidade.

Desejo um feliz natal, feliz ano novo a todos e todas, que fui diplomado como deputado federal no dia 18 e estou com toda a energia pra fazer a luta em defesa da saúde, a partir do próximo ano na Câmara Federal.

 

* Alexandre Padilha é médico infectologista, sanitarista, professor universitário e deputado federal eleito (PT-SP). Foi ministro de Assuntos Institucionais do governo Lula, ministro da Saúde do governo Dilma e secretário de Saúde da Prefeitura de São Paulo.

 

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