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Qi-Gong são exercícios aparentemente leves, associados a exercícios respiratórios, prática de meditação em movimento

Foto: Pixabay

26/10/2018

Qi-Gong é uma prática da medicina tradicional chinesa que aumenta a energia vital, proporciona equilíbrio e reduz o estresse

 

Por Flávio Valente* 

O Qi-Gong é uma prática de mais de 4 mil anos que, junto com Acupuntura, Massagem, Nutrição e Fitoterapia, compõe a Medicina Tradicional Chinesa. A palavra Qi (ou chi) refere-se à energia vital e Gong se refere à prática, ao cultivo ou desenvolvimento. Ou seja, Qi-Gong é o cultivo da energia vital por meio de exercícios aparentemente leves, associados a exercícios respiratórios, prática de meditação em movimento e exercícios em fluxo, no estilo Tai Chi Chuan.

O Qi-Gong é uma prática indicada para pessoas de todas as idades para melhorar a sua condição de saúde, tanto física quanto mental. O Qi-Gong tem comprovadamente dois efeitos imediatos e cumulativos: promove o aumento da energia vital, ao mesmo tempo em que equilibra as energias masculinas e femininas no nosso organismo, reduzindo o stress.

Prevenção de doenças

Neste contexto, o Qi-Gong vem se transformando em um importante componente da promoção da saúde no mundo ocidental, contribuindo para a prevenção dos distúrbios do sono (insônia, bruxismo e apneia), e para a prevenção e mesmo controle de doenças associadas ao stress, tais como depressão, doenças neurológicas, doenças crônico-degenerativas da coluna e as não transmissíveis (hipertensão, doença cardiovascular, diabetes, câncer etc.).

Ao reduzir o stress e promover um aumento da energia vital, a prática do Qi-Gong também contribui para o aumento da empatia e a solidariedade entre seus praticantes, e dos praticantes com suas famílias, colegas de trabalho e mesmo com o público em geral, amenizando os impactos da vida moderna. O Qi-Gong também reforça o viver em harmonia com o planeta e com todos os seres que nela habitam.

Doenças do capitalismo

Finalmente, o Qi-Gong representa – para aqueles e aquelas interessados em seu desenvolvimento espiritual – uma porta de entrada para a prática da meditação em movimento, que permite, por sua vez, o fortalecimento de uma consciência crítica e em harmonia com o desenvolvimento sustentável do planeta. A construção de uma ligação consciente com as forças da natureza permite que as pessoas reavaliem alguns hábitos e costumes criados, induzidos e alimentados continuamente pelo motor do consumismo, da competição e do lucro desmedido e exacerbado, que observamos na sociedade moderna, especialmente no hemisfério ocidental.

O Qi-Gong pode, a sua maneira, contribuir para a superação dos problemas graves que vivemos em nossa sociedade, como a ira, o ódio, a violência inusitada contra mulheres, negros, indígenas e todos e todas que tentam exercer o direito de conviver neste planeta, mas não concordam com as práticas patriarcais, racistas, sexistas e discriminatórias das elites dominantes.

Flávio Valente é médico formado pela USP, mestre em Saúde Pública pela Universidade de Harvard, nutrólogo, assessor sênior da Fian – Organização pelo Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadas, foi relator nacional para os Direitos Humanos à Alimentação, Água e Terra Rural e secretário-geral da Fian Internacional. Em 2017 coordenou a Missão Matopiba.

arcoiris.cth@gmail.com

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