Ativistas cobram implementação da Política Nacional de Saúde da População Negra

Facebooktwitter

Sábado (27) é Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra

Foto: Arquivo Saúde Popular

26/10/2018

 

 

Por ocasião do Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra (27), ativistas e pesquisadores cobram compromisso da atual gestão com as vidas negras

 

Por Redação*

Sábado (27) é Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra. Muitos desafios ainda a vencer, como a ampliação de equipes e serviços de saúde, a formação e valorização de trabalhadores que possam garantir um atendimento mais qualificado, sem preconceito, a quem busca o serviço; e também o incentivo à participação popular nos conselhos gestores de unidades de saúde.

Embora o movimento negro tenha obtido importante conquista em 2009, a partir da portaria que instituiu a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, ainda há muito por fazer. Em vista disso, pesquisadores, ativistas, pessoas comprometidas com o enfrentamento ao racismo no setor saúde, com a implementação das diretrizes da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e o cumprimento do seu 3° plano operativo, lançaram um abaixo-assinado virtual onde solicitam à Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, informações detalhadas sobre o repasse de recursos financeiros de projetos aprovados pelo Departamento de Apoio a Gestão Estratégica e Participativa.

A carta-ofício, encaminhada na semana que inclui o Dia de Mobilização Nacional Pró-Saúde da População Negra, em todo o território nacional, cobram informações atualizadas a respeito do financiamento, para medir o compromisso da atual gestão com as vidas negras e da sociedade brasileira como um todo.

“Enfatizamos que as constrições relacionadas ao financiamento do SUS, não apenas restringem o acesso aos serviços, ações e insumos, afetam a qualidade, impedem a realização de estudos e pesquisas e a produção de evidências para subsidiar processos de tomada de decisão, restringem a participação social, impedem uma associação positiva entre instituições de ensino e pesquisa e os serviços”, diz outro trecho do manifesto.

De acordo com o texto, este ciclo refletido em todas as ações programáticas e orçamentárias das secretarias, departamentos, coordenações e áreas técnicas do Ministério da Saúde afetam prioritariamente a população negra dado que esta é a população que mais se utiliza do SUS.

O documento que pode ser assinado virtualmente chama de “omissa” a pasta na execução orçamentária e na liberação dos recursos para as propostas apresentadas para o departamento de gestão estratégica e participativa, que envolvem pesquisa, intervenções, revisão de processos de trabalho, formação e educação permanente e controle social. O que “caracterizam, entre outras tipificações, expressões nítidas do racismo institucionalizado”.

Facebooktwitter

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

São bem-vindas declarações que se proponham ao diálogo, defendam posições, que exponham ideias, dúvidas, sugestões e críticas. Não serão aceitos comentários sexistas, xenófobas, racistas, homofóbicas ou que contrariem princípios dos direitos humanos. A moderação também irá filtrar a comentários que incorram em crimes de ódio, incitação à violência e calúnia. Textos com propaganda comercial serão excluídos.