Astana: CNS elaborou carta de 13 eixos pedindo ratificação da declaração de Alma-Ata

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Uma nova declaração sobre Atenção Primária à Saúde, por ocasião dos 40 anos da Conferência de Alma-Ata

Foto: Reprodução

22/10/2018

Conferência em 1978 lançou bases para compreensão ampla sobre o direito à saúde dos povos

 

 

Por Redação*

Começa nessa quarta-feira (25), a Conferência Global sobre Atenção Primária à Saúde, em Astana, no Cazaquistão. O evento, que vai até 26 de outubro, é organizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em coordenação com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A expectativa é de que seja apresentada uma nova declaração sobre Atenção Primária à Saúde, por ocasião dos 40 anos da Conferência de Alma-Ata, cujos eixos estruturantes são a Cobertura Universal de Saúde (CUS) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Em setembro último, Mariana Nogueira, integrante da Câmara Técnica de Atenção Básica do Conselho Nacional de Saúde (CNS), alertou ao Repórter SUS sobre o risco aos sistemas públicos e universais de saúde que estão em jogo nesta conferência.

40 anos atrás

A conferência de Alma-Ata, promovida no Cazaquistão, entre 6 e 12 de setembro de 1978, foi promovida pela então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e lançou bases para uma compreensão mais ampla sobre saúde, reafirmando saúde como direito humano.

Para o CNS, a elaboração de uma nova declaração de Atenção Primária à Saúde, fomentada pelos organismos internacionais, deve considerar as transformações do modo de produção capitalista no contexto da atual recessão econômica. O colegiado destaca ainda a importância de analisar o avanço do autoritarismo, o acirramento da xenofobia, a crise humanitária derivada de migrações forçadas, a crise climática e ambiental, entre outros aspectos.

Assim, o plenário do CNS aprovou em setembro treze diretrizes que deverão nortear a construção do documento a ser apresentado pelo Brasil na Conferência de Astana. Construídas pela Câmara Técnica de Atenção Básica à Saúde (CTAB) do CNS, que reúne 21 membros de conselhos de saúde, comunidade acadêmica, entidades profissionais e movimentos sociais e populares, os 13 eixos apontam para uma Atenção Primária à Saúde abrangente. O que significa não naturalizar as desigualdades produzidas pela ordem econômica vigente e considerar a centralidade destas relações na determinação do processo saúde-doença dos povos africanos e latino-americanos.

 

* Com informações do CNS

 

 

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