Rede de Médicas e Médicos Populares lança nota de apoio à greve geral de amanhã

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Em nota, a Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares se colocou a favor da greve geral que ocorre nesta sexta-feira, 28

27/04/2017

por Redação

Lançada na manhã de hoje,  27, nota da Rede  Nacional de Médicas e Médicos Populares (RNMMP) afirma que a greve geral que ocorre amanhã “vem mostrar a resistência das/os trabalhadoras/es e afirmar que não aceitaremos nenhum direito a menos, nenhum passo atrás”.

Leia texto na íntegra abaixo.

Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares mostra apoio à greve geral

Os atuais retrocessos contra os direitos conquistados pelo povo brasileiro é uma marca registrada do governo golpista de Michel Temer. O golpe em curso nos mostra quem são os verdadeiros beneficiados com essas propostas: a elite e o grande empresariado.

A Greve Geral do dia 28/04, sexta-feira, vem mostrar a resistência das/os trabalhadoras/es e afirmar que não aceitaremos nenhum direito a menos, nenhum passo atrás.

Nós, médicas e médicos populares, enfrentamos cotidianamente os desafios e as contradições da dura realidade do nosso povo. Conhecemos de perto o adoecimento provocado pela escassez de políticas públicas, pela dificuldade de acesso aos serviços e pelo aprofundamento do desemprego. Somos testemunhas e sentimos pela opressão nas relações de etnia, gênero e orientação sexual. Lidamos diariamente com a violência urbana e no campo, com a marginalização das comunidades periféricas e tradicionais, com a negligência para com as pessoas que convivem com necessidades especiais e a invisibilizacao das/os idosas/os. Sabemos de perto o quanto maléfico é a desregulamentação das relações de trabalho e dos impactos nocivos da lei de  terceirização assim como o absurdo desmonte da previdência.

É a partir do olhar que construímos em conjunto com as pessoas de quem cuidamos que afirmamos oposição irrestrita à Proposta de Emenda à Constituição de nº287, que dispõe a respeito da Reforma da Previdência Brasileira.

A Reforma da Previdência significa, em todos os seus termos, uma perversão na Seguridade Social e um investimento no adoecimento e na desassistência, sobretudo da população mais necessitada e fragilizada. Sem considerar penalizar os grandes devedores para financiamento dos benefícios previdenciários; sem considerar as peculiaridades de gênero, que levam homens e mulheres a aposentarem-se e recorrerem à assistência por motivos diversos; sem reconhecer o drama dos povos das florestas, das águas e do campo, persistentemente marginalizados; sem investir no fortalecimento das relações trabalhistas, na salubridade dos ambientes de trabalho e na Universalidade e Equidade do Sistema Único de Saúde, esta Reforma é mãe da morte e do agravo, do arbítrio e da reversão das conquistas que nosso curto intervalo democrático nos legou.

Não à Reforma da Previdência! Não ao Governo ilegítimo de Michel Temer! Queremos nos aposentar e sermos assistidos em nossas necessidades como direito fundamental conquistado! Nossa luta nesta Greve Geral torna concreta, com os pés no asfalto e a voz em grito, a luta para que vejamos triunfar um projeto civilizatório, saudável, inclusivo e humano para todas as brasileiras e para todos os brasileiros.

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