Nova Unidade de Saúde da Família é aberta no extremo sul da Bahia

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A unidade de saúde pretende receber cerca 3.200 pessoas, incluindo os assentamentos Ojeferson, Gildasio Salles, Parentes e demais comunidades vizinhas

29/12/2016

Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia

Na manhã última terça-feira (27), no Assentamento Lulão, localizado em Santa Cruz Cabrália, extremo sul da Bahia, foi inaugurada a Unidade de Saúde da Família Luís Inácio Lula da Silva, construída através da luta do MST e parceria da gestão municipal e estadual.

A unidade de saúde pretende receber cerca 3.200 pessoas, incluindo os assentamentos Ojeferson, Gildasio Salles, Parentes e demais comunidades vizinhas, com o objetivo de atender o trabalhador e a trabalhadora rural com médico especializado.

Para Mirela Schnitzer, secretária de saúde, a população não terá mais que se deslocar até os centros urbanos para o atendimento básico de saúde pública, pois o modelo pensando aqui está voltado à comunidade rural.

“No posto teremos os horários de atendimento voltados à realidade de cada sujeito e vamos atuar fortemente na atenção preventiva” e completou, “me sinto feliz em contribuir neste diálogo com o povo e por fazer parte deste projeto que garante o serviço de saúde a todos”.

Luta coletiva
A construção da Unidade de Saúde só foi possível a partir da organização e das lutas construídas pelas famílias Sem Terra em defesa da Reforma Agrária Popular. Exemplo disso, foram as marchas à Salvador e ocupações aos órgãos públicos.

De acordo com Glória, do setor de saúde do MST, a construção dessa unidade de saúde foi um sonho de toda comunidade, que desde que o assentamento iniciou vem batalhando junto para sua concretização, que agora se tornou uma realidade.

Nesse sentido, o prefeito Jorge Ponte (PT), ressaltou que seu mandato e legado político foi construído junto ao MST no qual se considera parte, pois acredita na força e na coragem do Movimento de lutar por seus objetivos.

Durante o ato de inauguração da unidade, ficou claro que a luta popular e a construção de um amplo processo de transformações no campo, passam pela produção de alimento saudáveis, a luta pelos direitos a saúde, educação, cultura, entre outros.

Foi assim, que Maria Gil, uma das moradoras do assentamento, comemorou a conquista da unidade de saúde, destacando que só foi possível a sua construção através da luta de todos os companheiros do MST.

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