Médicos populares se solidarizam com militantes e pesquisadores alvo de operação da PF

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09/12/2016

Rede de Médicos Populares avalia que investigação tem como intuito criminalizar militância envolvida na defesa do SUS

A Polícia Federal (PF) desencadeou nesta sexta-feira (9) operação que investiga fraude e desvio de recursos envolvendo bolsas de estudos e programas de ensino na área da Saúde Pública, vinculados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A investigação envolve professores e pesquisadores. Para a Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares, a ação tem como objetivo “agredir e criminalizar a militância envolvida na defesa do SUS”.

“Mais uma vez, por exemplo, estamos vendo ser utilizado o recurso da condução coercitiva sem sequer ter havido algum chamado a depor anteriormente. Este quadro por si só já aponta a violência da ação e o não cumprimento dos ritos legais”, diz nota da Rede. Os médicos populares avaliam que esta medida evidencia a conformação de um Estado de exceção no país.

Em comunicado à imprensa, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) informou que foi surpreendida com a operação e que não foi procurada por nenhuma instância para tratar do assunto. Disse ainda que acompanha os desdobramentos da operação e se coloca a disposição para esclarecimentos.

Confira nota da íntegra:

Nota Pública

A Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares vem através desta nota manifestar ampla solidariedade aos militantes e pesquisadores em saúde que foram presos ou conduzidos coercitivamente a partir de investigações reveladas pela mídia logo pela manhã de hoje, dia 09 de dezembro de 2016.

É com muita preocupação que enxergamos este fato como mais uma ação que, acompanhada por espetacularização da mídia, vem no intuito de agredir e criminalizar a militância envolvida na defesa do SUS. Mais uma vez, por exemplo, estamos vendo ser utilizado o recurso da condução coercitiva sem sequer ter havido algum chamado a depor anteriormente. Este quadro por si só já aponta a violência da ação e o não cumprimento dos ritos legais.

Esta situação só evidencia a conformação de um Estado de exceção em nosso país.

Reiteramos então nossa solidariedade a estes militantes e denunciamos a ação política que tem por objetivo atacar a imagem e a honra de pessoas com contribuições importantes para a construção de uma política de saúde que fortaleça o SUS e a atenda às reais necessidades em saúde do povo brasileiro.

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