Rede de Médicos Populares integra Dia de Mobilização contra ajuste fiscal e em defesa dos direitos

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03/03/2016

Ato no dia 31 de março terá marchas em Brasília e em várias cidades do país

Da Redação

A Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares integrará o Dia Nacional de Mobilização, organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, no dia 31 de março. O ato principal ocorrerá em Brasília e terá manifestações conjuntas em várias cidades do país.

Na pauta dos movimentos populares está a luta contra a Reforma da Previdência, o ajuste fiscal e os cortes nos gastos sociais; além da defesa do emprego e dos direitos dos trabalhadores. Eles protestam também contra a tentativa de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e pedem a saída do deputado Eduardo Cunha.

Thiago Henrique Silva, integrante da Rede, destaca os impactos das medidas econômicas assumidas pelo governo Dilma Rousseff na área da Saúde. “Desde o final de 2014, quando a presidenta começou a aplicar os ajustes fiscais aqui no Brasil, a gente vê uma das piores crises econômicas da nossa história e essas pautas impactam terrivelmente na saúde”, declarou. Para 2016, por exemplo, há previsão de perda de R$ 10 bilhões em recursos para custeio do Sistema Único de Saúde (SUS).

O médico acredita que a preferência do governo federal em manter as taxas de juros em níveis altos retira dinheiro de áreas prioritárias para a população brasileira. “Dinheiro que deveria estar indo para o sistema de proteção social, para a saúde, assistência e previdência, [vai] para pagar juros dos títulos da dívida pública, que os maiores detentores são o sistema bancário, ou seja, impacta sobremaneira no financiamento do SUS”, acrescentou.

O representante da Rede destaca também que é urgente o afastamento do deputado federal Eduardo Cunha de suas funções parlamentares. Cunha, segundo Thiago Henrique, tem sustentado um papel lesivo sobre o sistema de saúde brasileiro, com diversas tentativas de interferir nos direitos reprodutivos das mulheres e com Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que privilegiam os sistemas privados de saúde.

“O Cunha representa o que há de mais atrasado na política e condensa as contradições do sistema político brasileiro. Além de abolir os contraceptivos orais, tentando fazer com que a pauta da bancada evangélica ultrapasse os direitos civis das mulheres brasileiras, Cunha foi o artífice da PEC dos planos de saúde, que tentava abonar uma dívida de mais de R$ 2 bilhões dos planos – que a presidenta Dilma vetou – e a PEC 451, que está tramitando na Casa e que obriga todas as empresas a pagarem planos de saúde para os seus trabalhadores, ou seja, uma proposta que beneficia o sistema privado de saúde”, explicou.

A reportagem entrou em contato com a assessoria do deputado Eduardo Cunha, que preferiu não se posicionar. A Presidência da República também foi contatada e, até o fechamento desta matéria, não comentou as mobilizações.

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