Médicos populares promovem debate sobre aborto em caso de microcefalia

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07/03/2016

Participam da disussão Thaís Lapa, da Marcha Mundial de Mulheres; e a médica sanitarista Marília Louvison, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP e presidenta da Associação Paulista de Saúde Pública

Da Redação

O aumento dos casos de microcefalia com suspeita de relação com o Zika vírus reacendeu o debate sobre a legalização do aborto no Brasil. O assunto foi tratado pela Organização das Nações Unidas (ONU) que anunciou defesa em relação à liberação do aborto em países com surto do vírus em casos de gestantes infectadas.

Para discutir o tema, a Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares promove, nesta quarta-feira (9), o debate “Direito ao aborto em casos de microcefalia”, a partir das 19h, no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé (Rua Rego Freitas, 454 – 8º andar – sala 83 – Metrô República).

O evento contará com a participação de Thaís Lapa, da Marcha Mundial de Mulheres; e da médica sanitarista Marília Louvison, professora doutora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e presidenta da Associação Paulista de Saúde Pública (APSP). A atividade será transmitida on-line pelo pelo Saúde Popular (www.saude-popular.org).

Dados

Segundo dados do Ministério da Saúde, os abortos que são feitos de forma clandestina têm provocado 602 internações diárias por infecção, 25% dos casos de esterilidade e 9% dos óbitos maternos no Brasil. A estimativa do órgão é que ocorram 1,25 milhão de abortos ilegais por ano no país. Para movimentos de mulheres que defendem a legalização, o tema deve ser tratado como questão de saúde pública, além de ser um direito das mulheres decidirem sobre o próprio corpo.

Segundo informações da Agência Senado, a lei brasileira prevê que a gravidez pode ser interrompida quando é consequência de estupro, quando há risco de morte para a mãe ou se o feto não tem cérebro (anencéfalo). Essa última possibilidade foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 12 de abril de 2012, sob forte oposição de alguns grupos religiosos.

Para mais informações e confirmar a presença no evento, clique aqui.

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