Repelentes podem ser aliados no combate ao Aedes Aegypti; saiba como

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22/01/2016

Para isso, é preciso investir em produtos de boa qualidade, registrados e com eficiência comprovada, orienta bióloga

Por Rádio Nacional de Brasília

O Brasil está se mobilizando no combate ao mosquito Aedes Aegypti, que transmite a dengue, a febre chikungunya e o zica vírus. Por isso, a população tem se redobrado nos cuidados com a saúde e uma das medidas para evitar a chegada do mosquito é o uso de repelentes.

Mas será que os repelentes são seguros? Eles não precisam de cautela? Podem ou não causar alergias? Quais e como devem ser usados? Para responder a estas perguntas, o programa Revista Brasil desta terça-feira (19) convidou a bióloga Heloísa Kuabara.

Segundo a bióloga, o primeiro passo é adquirir repelentes de qualidade, com eficiência comprovada e fugir das receitas naturais e dicas caseiras, porque essas podem não funcionar e dar uma falsa sensação de segurança. “Você acredita que está seguro, mas, na verdade, o produto está na pele e não te dá eficácia comprovada”, destacou.

Uma outra observação, de acordo com ela, é que as pessoas compram repelentes bons, mas, devido à dificuldade de encontrar no mercado, usam em pouca quantidade e isto não adianta contra o mosquito. “As pessoas estão economizando. Com isso, mais uma vez, não existe uma proteção adequada”, disse Heloísa Kuabara.

Ainda, há o caso daquelas pessoas que apresentam hipersensibilidade aos repelentes. Muitas delas têm alergia a algum componente do produto e não sabem. Por isso, acabam fazendo uso dos caseiros, que são produzidos a base de álcool e podem causar o ressecamento da pele.

“Nestes casos, a pessoa pode estar conseguindo um segundo problema. Então, na dúvida, deve-se procurar um repelente dermatologicamente testado e fazer um bom uso, com uma camada de proteção, uma boa cobertura na pele, porque o cheiro que o produto emite é que faz com que o mosquito não chegue perto. Se deixar de passar em qualquer parte do corpo, que seja na ponta do dedo, é ali que o mosquito vai picar”, orientou a bióloga.

Heloísa Kuabara falou sobre a importância de se comprar repelentes registrados no Ministério da Saúde e alertou para o uso de repelentes vendidos em camelôs e na internet.

“Compre produtos que foram registrados, testados e que tenham eficiência comprovada. Cuidado com o que a gente vê na internet, porque a gente vê muitas coisas e a maioria delas tem procedência duvidosa”, lembrou.

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