Na mídia: Equipe médica detecta problemas de saúde em Mariana (MG)

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02/11/2015

Em entrevista à Radio France Internationale (RFI), meio de comunicação pública da França, o médico Joelson Santos falou sobre os principais problemas de saúde detectados pela brigada de solidariedade da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares.

Por Daniella Franco, da RFI

O médico Joelson Santos, da brigada de solidariedade da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares e militante do Movimento Sem Terra (MST), trabalha há uma semana prestando atendimento à população da região atingida pela lama de rejeitos em Minas Gerais. Ele enumera os principais problemas de saúde detectados por sua equipe: “Registramos casos de dermatose, conjuntivite, insuficiência renal aguda, entre outros. Possivelmente essas infecções se caracterizarão como crônicas, ou seja, mais prolongadas”, diz.

Entretanto, são os transtornos psicológicos que mais vêm sendo detectados na população. “Esse é o maior problema do adoecimento da população neste momento. Muita gente perdeu suas casas e próximos”, reitera.

Santos reclama da demora da divulgação dos resultados dos estudos, o que considera um descaso das autoridades com a saúde da população. “Falta vontade política para a realização de uma análise mais profunda. Até a semana passada, a Samarco dizia que a lama não era tóxica. Depois, começamos a detectar casos de animais com sinais de neurotoxicidade. Aí, no final da semana, admitiram que havia metais pesados nos rejeitos, mas passaram a dizer que ele não era prejudicial”, relembra.

Ele ressalta que alguns especialistas chegam a falar na presença de partículas radioativas na região. “Trabalhamos com um biólogo que falou na possibilidade de radioatividade na região. Então precisamos de um estudo mais minucioso porque há o perigo de essas substâncias estarem se misturando e se tornando muito mais perigosas do que imaginávamos”, conclui.

Ouça o áudio com a reportagem completa:

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