Queda nos acidentes de trânsito em SP pode liberar até 60 leitos do SUS

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03/11/2015

A prefeitura de São Paulo também estima economizar até R$ 60 milhões com a redução ocorrências no tráfego.

Da Redação

A queda no número de acidentes nas ruas de São Paulo pode liberar até 60 leitos por dia no Sistema Único de Saúde (SUS). Esta é a aposta da prefeitura caso os números de acidentes continuem caindo no mesmo ritmo. No ano de 2012, foram 12 mortes no tráfego para cada 100 mil habitantes. Hoje, a média é de 9,45 para cada 100 mil. A cidade registrou 1.249 mortes em acidentes de trânsito em 2014.

A projeção do governo municipal também prevê a economia de até R$ 6,2 milhões em despesas hospitalares e mais de R$ 60 milhões em custos sociais relacionados ao tráfego da cidade e saúde pública. A meta da capital paulista para a Década de Segurança Viária da Organização das Nações Unidas é reduzir para 6 mortes a cada 100 mil habitantes até 2020. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o custo de um acidente de trânsito pode chegar até R$ 100 mil reais.

Os números foram apresentados durante reunião do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT) no último dia 29 de outubro, com participação das secretarias de Transportes e Saúde. No evento, foi anunciado a criação de um trabalho de pesquisa que avaliará o impacto dos acidentes na saúde pública com base nos dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Tadeu Leite, diretor de Operações da CET, explica que as medidas fazem parte do Programa de Proteção à Vida da prefeitura. Ele também falou sobre a importância das medidas para a redução do trânsito que a prefeitura vem aplicando, como as faixas exclusivas para ônibus, as ciclovias, a redução do limite de velocidade. “Tudo isso contribui para dar mais segurança na mobilidade”, avaliou.

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Um comentário sobre “Queda nos acidentes de trânsito em SP pode liberar até 60 leitos do SUS

  1. É muito importante se fazer este cruzamento entre trânsito e a saúde pública, essas medições somente reforçam ao SUS, de ampliar suas articulações com as outras políticas públicas, necessitamos ampliar com as políticas de esporte e lazer, com as de culturas, que provavelmente nos devem trazer informações semelhantes.
    Em tempo podemos contribuir com o mapeamento dos locais que tenham maior freqüência de acidentes, que podem ser frutos de erros de projetos, que necessitam de intervenções corretivas.

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