Médicos e médicas populares apoiam ocupação das escolas em SP

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27/11/2015

Nota pública da Rede de Médicas e Médicos Populares mostra apoio aos estudantes que ocupam escolas em São Paulo.

Por Fabio Camacho, para VioMundo

Nós, do núcleo paulistano da Rede de Médicas e Médicos Populares do Brasil, temos acompanhado atentamente as ocupações das Escolas Estaduais de São Paulo, que têm ocorrido e perseverado ao longo do mês de novembro de 2015.

Por meio de visitas aos locais das ocupações, diálogos com estudantes, pais e professores, bem como pelo conteúdo difundido tanto pela mídia tradicional e pelos canais oficiais quanto pelos meios de livre comunicação, construímos progressiva e coletivamente nossa visão a respeito das justificativas, métodos, princípios e objetivos das ocupações.

Sabendo, portanto, que se trata de movimento:

– genuinamente oriundo da vontade e consciência política dos estudantes secundaristas;

– motivado pela justa indignação contra o plano de reorganização dos estabelecimentos de ensino pelo Governo do Estado, que acarretaria inúmeros prejuízos aos estudantes e suas famílias;

– organizado e executado com protagonismo e poder deliberativo integralmente centrados nos próprios estudantes;

– aberto ao diálogo com as instâncias questionadas, com a sociedade, com outros movimentos sociais e coletivos de distintas linhas de combate;

– direcionado à manutenção e à defesa de direitos essenciais à dignidade humana e sua realização na vida coletiva;

– questionador de uma ordem obsoleta e nociva de educação autoritária e vazia de sentido e inspiração;

– pacífico, embora combativo, e pautado nos princípios legítimos da ação direta e da desobediência civil, sem os quais a humanidade não teria superado alguns de seus momentos mais violentos, injustos e assustadores;

– orgânico, sem lideranças artificiais, embasado na prática da democracia direta, da cooperação e da solidariedade;

decidimos, assim, manifestar nosso APOIO às ocupações das Escolas Estaduais no Estado de São Paulo.

É de nossa compreensão que a saúde só existe de modo pleno em espaços onde a coletividade desfrute de paz e liberdade para expressar integralmente todo o seu potencial criativo. Temos aprendido muito com os secundaristas a respeito da construção de tais espaços.

Aos estudantes das ocupações, nosso apoio e gratidão.

São Paulo, 27 de novembro de 2015

Rede de Médicas e Médicos Populares, núcleo de São Paulo – SP

MA_Escolas em luta (1) copia

MA_Escolas em luta (2) copia

Fotos: Marcelo Aguiar

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