Tratamento mais eficaz contra a malária ganha Prêmio Nobel de Medicina 2015

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Primeira chinesa a ganhar o prêmio, Youyou Tu também dividiu a premiação com o irlandês William C. Campbell e o japonês Satoshi Omura, que apresentaram trabalho sobre infecções causadas por parasitas

09/10/2015

Da Redação

A descoberta de um método mais eficaz para a erradicação da malária deu à chinesa Youyou Tu o Prêmio Nobel de Medicina 2015, concedido pelo Instituto Karolinska, da Suécia, na última segunda-feira (5). A cientista tornou-se a primeira chinesa e a décima segunda mulher a ganhar o prêmio desde sua criação.

A pesquisa de Youyou Tu permitiu a descoberta do tratamento à base de extrato da planta artemísia (Artemisia annua), cuja substância ativa – a artemisinina – mostrou-se mais eficaz no tratamento contra a malária atualmente.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 283 milhões de pessoas foram infectadas com a doença, em 2013. Só no Brasil, o país com maior incidência no continente americano, 179 mil casos foram registrados.

“A artemisinina é utilizada em todas as partes do mundo atingidas por malária. Quando utilizada em terapias combinadas, reduz a mortalidade da malária em mais de 20% na população em geral e em mais de 30% entre crianças. Apenas para a África, isso significa mais de 100 mil vidas salvas a cada ano”, diz o comunicado divulgado pelo comitê do Nobel.

A premiação também foi dividida com o irlandês William C. Campbell e o japonês Satoshi Omura, que apresentaram novas terapias para combater doenças causadas por vermes nematódeos.

Campbell e Omura descobriram um novo medicamento, a avermectina, cujos derivados diminuíram radicalmente a prevalência da oncocercose – doença também conhecida como “cegueira dos rios” -, causada pelo verme Onchocerca volvulus, e da filariose linfática – que tem a elefantíase entre seus sintomas -, causada por vermes do gênero Filarioidea.

Segundo o comitê do prêmio, as pesquisas premiadas beneficiam 3,4 bilhões de pessoas que vivem em regiões onde a população está suscetível a essas doenças parasitárias. “Os laureados do Nobel deste ano desenvolveram terapias que revolucionaram o tratamento de algumas das doenças parasitárias mais devastadoras”, declarou o comitê.

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