Seminário em São Paulo discutirá regionalização e equidade no SUS

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30/10/2015

Pesquisadores do Canadá, Portugal e Itália estarão presentes em evento que discutirá sobre regionalização e diminuição de desigualdades através da saúde

Da Redação

O Seminário Internacional “Sistemas Universais, Regionalização e Impasses Contemporâneos”, que ocorre nos dias 7 e 8 de dezembro, na capital paulista, vai reunir estudantes, intelectuais, médicos e movimentos sociais para debater medidas a serem tomadas no Brasil para o melhoramento da saúde e, sobretudo, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). As inscrições são gratuitas no site do evento.

Baseado na pesquisa “Região e Redes – Caminhos da Universalização no Brasil”, o evento vai discutir maneiras mais eficazes e reais de lidar com a saúde no Brasil. O estudo, ainda em andamento, reúne mais de 130 pesquisadores de todo Brasil e teve início no ano passado.

O gestor de Comunicação da pesquisa, Davi Carvalho, destaca que o Brasil possui dimensões continentais, grande população e peculiaridades estruturais que requerem uma série de cuidados específicos.

“Nós, da saúde, falamos muito da universalidade, integralidade e equidade do SUS, que são princípios constitucionais. A regionalização é o quarto princípio do SUS e, para que ele continue avançando, temos que redirecionar o pensamento, a governança, que ultimamente está centrada no município. Precisamos pensar regionalmente e nas formas como os municípios, estados e a federação dialogam, a fim de que todos trabalharem juntos para a eficácia do atendimento e da saúde”, avaliou.

Ele destacou, como exemplo de regionalização, as Unidades de Pronto-atendimento (UPAs), que são federais, e os Ambulatórios Médicos Especializados (AMEs), do estado paulista. Davi destacou ainda desafios com os quais o Brasil precisar lidar, considerando realidades tão distintas, como a formação de profissionais capacitados para suprir a demanda de envelhecimento da sociedade brasileira e o gerenciamento dos recursos financeiros para saúde.

O seminário ocorrerá no Auditório Paula Souza, na Faculdade de Saúde Pública da USP e contará com a presença de pesquisadores de outros países como Gianni Tognoni (Itália), Gregory Marchildon (Canadá), José Manuel Freire (Espanha), Luis Pisco (Portugal) e Nicoletta Dentico (Suíça).

As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo site do evento.

Confira programação completa:

Seminário_Digital (1)

Foto de capa: Reprodução/Opas
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Um comentário sobre “Seminário em São Paulo discutirá regionalização e equidade no SUS

  1. O termo regionalização deverá ser abordado com responsabilidade.
    1) os gestores tem que ser ADM. Isso deixa de lado a parcialidade que existe com ADM médicos, enfermeiros, assistente social educador de saúde (a maioria são cargos politico de pessoas despreparadas, sem compromisso com os usuários. Afinal uma UBS, porta de entrada do sistema de APS, tem de 50 a 150 funcionários das mais diversas categorias profissionais.
    2) Na regionalização deve ficar acordado entre os Gestores públicos que além das UBS existem os profissionais liberais que gravitam ao redor daquela UBS e/ou hospitais e que deve ser parte integrante do sistema de regionalização, uma vez que eles tem que ter apoio. Ex. Um Md faz diagnóstico de apendicite. Ele tem que ter apoio da Atenção secundarias (Hospital) ou faz tem suspeita de IAM. Idem. Porém com Sistema integrado de Central de Vagas.

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