Meta: 30% dos alimentos das escolas de SP virão da agricultura familiar

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29/10/2015

Prefeitura paulista pretende ampliar o consumo de alimentos da agricultura familiar nas escolas. “Nós temos condições de chegar no ano que vem à meta estabelecida pelo governo federal, que é de 30%”, disse o prefeito.

Da Redação

Alimentos produzidos pela agricultura familiar devem representar 30% dos produtos consumidos na merenda escolar da rede municipal de São Paulo até o ano que vem. A informação foi dada pelo prefeito Fernando Haddad neste mês, durante palestra na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Ele informou que a prefeitura pretende ampliar projetos para alimentação e pretende alcançar a meta estabelecida pelo governo federal para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Haddad defendeu que projetos que incluem produtos da agricultura familiar na alimentação escolar da rede municipal pelo PNAE beneficiam o desenvolvimento sustentável de áreas rurais na cidade, como Parelheiros, no extremo sul da capital paulista. “Nós tínhamos 6% de presença de agricultura familiar na merenda. E neste ano nós já chegaremos a 25% de alimentos provindos da agricultura familiar. Nós temos condições de chegar no ano que vem à meta estabelecida pelo governo federal, que é de 30%”, disse.

O prefeito destacou que essa ação pode servir como alavanca para o desenvolvimento social. “Não só no sentido de simplesmente ter os nutrientes do dia a dia, mas transformá-la em uma atividade que dialogue com outras dimensões da vida urbana”, afirmou Haddad.

A prefeitura planeja realizar mais feiras orgânicas para aproximar os produtores dos espaços de comercialização, além disso, tem incentivado a regulamentação dos food trucks em espaços abertos da cidade. “A gente tem que pensar a alimentação vinculada à questão da terra de duas maneiras diferentes: a terra para produzir os alimentos e o espaço da comercialização. São tão caros os alugueis em São Paulo que a ideia é criar formas de baratear a terra voltada para a comercialização de alimentos, utilizando espaços públicos, como as feiras livres, nas ruas, com os food trucks, e os mercados municipais”, concluiu.

Foto: Divulgação/PMSP

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