Após bombardeio, profissionais brasileiros se solidarizam com Médicos Sem Fronteiras

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A Rede de Médicos e Médicas Populares repudiou a ação estadunidense no Afeganistão e a classificou como “crime de guerra”

09/10/2015

Da Redação

A Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares divulgou uma nota nesta sexta-feira (9) se solidarizando com a organização mundial Médicos Sem Fronteiras (MSF). No último sábado (3), um hospital da MSF foi alvo de ataque aéreo dos Estados Unidos na cidade de Kunduz, no Afeganistão. A ação resultou na morte de 12 funcionários do grupo.

“Repudiamos o contexto de guerra motivado por interesses de dominação econômica na regiao do Oriente Médio e a manuntenção da economia norte-americana pela venda de armas”, destacaram os médicos em trecho do documento.

Reiterando o protagonismo dos EUA na ação, uma vez que foi admitido que a ordem do bombardeio veio da cadeia de comando estadunidense, os médicos populares também classificaram o episódio como um “crime de guerra”.

O mesmo tom manteve o chefe do escritório de Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra’ad al-Hussein, ao comentar o episódio. “Esse evento profundamente chocante deve ser rapidamente, profundamente e independentemente investigado, e seus resultados devem ser tornados públicos”, disse Zeid Ra’ad al-Hussein em um comunicado. “A seriedade do incidente é ressaltada pelo fato de que um bombardeio contra um hospital pode ser considerado um crime de guerra.”

“Repudiamos ainda mais que um incidente como este seja tratado pelas autoridades estadunidenses como um mero ‘erro’, quando envolveu a morte não apenas de civis, mas de pessoas de várias partes do mundo que estavam ali prestando assistência humanitária”, diz o documento.

Confira a íntegra da nota da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares

Na madrugada do dia 03/10, um hospital localizado na cidade de Kunduz, no Afeganistão, foi bombardeado. O ataque, liderado por tropa norte-americana deixou 22 mortos, sendo 12 destes trabalhadores da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF). Segundo a ONU, o bombardeio deixou a regiao afegã sem qualquer centro assistencial.

A organização Médicos Sem Fronteiras conta com a contribuição de centenas de médicas e médicos pelo mundo que colocam em primeiro plano o espírito de solidariedade e dedicação à humanidade, sentimento que entendemos fundamental na formação de um médico comprometido com a saúde do povo brasileiro e dos povos do mundo.

Nós, da Rede de Médicas e Médicos Populares, deixamos a nossa solidariedade a organização pelo ocorrido.

Repudiamos o contexto de guerra motivado por interesses de dominação econômica na região do Oriente Médio e a manuntenção da economia norte-americana pela venda de armas.

Repudiamos ainda mais que um incidente como este seja tratado pelas autoridades estadunidenses como um mero “erro”, quando envolveu a morte não apenas de civis, mas de pessoas de várias partes do mundo que estavam ali prestando assistência humanitária.

Uma vez que já foi admitido que a ordem do bombardeio veio da cadeia de comando norte-americana entendemos que a ação não pode ser classificada de outra forma que não crime de guerra.

Médicas e médicos que se formam para cuidar da saúde das pessoas não podem se calar diante de tais crimes contra a humanidade!

Toda solidariedade aos Médicos e Médicas Sem Fronteiras!

09 de outubro de 2015

Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares

 

Foto: MSF

*Com informações do G1

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Um comentário sobre “Após bombardeio, profissionais brasileiros se solidarizam com Médicos Sem Fronteiras

  1. Inspira esperaça, o grupo dos Médicos Populares ! Entendem sua profissão como uma missão, que se compromete com a saúde do povo e que defende a justiça sempre que for necessário.
    Agradeço em nome de todas as pessoas que já foram tratadas por profissionais conscientes da importância de ver e de tratar todas as pessoas com eficiência e compaixão.
    Elisabeth

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