Vacina contra a dengue pode estar disponível em 2018, diz ministro

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14/08/2015

Segundo o ministro da Saúde Arthur Chioro, o governo aguarda o desenvolvimento de uma vacina que seja segura para a população.

Por Andreia Verdélio, da Agência Brasil

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que a vacina contra a dengue pode estar disponível em 2018 no país, “se tudo der certo nas pesquisas que os cientistas estão fazendo”. Segundo ele, o governo aguarda o desenvolvimento de uma vacina que seja segura para a população. Chioro informou que o Instituto Butantã, em São Paulo, e a Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, são os dois polos brasileiros que estão investigando a vacina de maneira avançada.

“Não há expectativa imediata. E insisto, se tudo der certo nas pesquisas. Porque vacina contra doença viral e, no caso da dengue, contra quatro sorotipos diferentes, nós vamos ter que esperar um avanço e se conseguirmos [isso] não tenha dúvida de que o governo, o Ministério da Saúde vai trazer mais uma vacina para os brasileiros”, acrescentou.

Segundo o ministro, o Brasil conta com as 14 vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, e as vacinas contra o HPV, a hepatite A, a difteria e tétano acelular para gestantes foram as últimas a serem incorporadas ao calendário vacinal.

Arthur Chioro participou hoje do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços, para divulgar a Campanha de Vacinação contra a Poliomielite, que começa no próximo sábado (15) – Dia D da vacinação – e vai até 31 de agosto.

A meta do ministério é imunizar 12 milhões de crianças, de seis meses a 5 anos incompletos, contra a paralisia infantil. Ele ressaltou que não há hipótese de faltar vacina e que 18 milhões de doses foram distribuídas em todo o Brasil.

Autorização para testes

No dia 6 deste mês, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou a terceira fase de testes para a vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. O objetivo desta etapa é estudar a eficácia do produto em cerca de 17 mil pessoas entre 2 e 59 anos.

A CTNBio, ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, é responsável pela aprovação de estudos de medicamentos que contêm organismos geneticamente modificados.

A vacina do Butantan é 100% brasileira e usa diferentes tipos do vírus da dengue alterados geneticamente. As doses são tetravalentes, ou seja, têm potencial para proteger contra os quatro tipos da doença com uma única dose. Na segunda fase de testes da vacina, aplicada em cerca de 200 voluntários humanos, os resultados foram considerados satisfatórios pelo instituto e pela CTNBio.

A previsão do Butantan é que a última rodada de testes comece em setembro deste ano, mas isso ainda depende de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). A terceira fase deve durar cerca de um ano. Em abril, o instituto protocolou na Anvisa uma solicitação, ainda não respondida, para antecipar a fase final de testes.

Os resultados da terceira fase serão apresentados novamente à CTNBio. Se a eficácia for comprovada, a vacina seguirá para a Anvisa para registro comercial.

Foto de capa: Fernando Frazão/ABr
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